Article (leitura de 5 minutos)

Tendências da nuvem que definirão o ano de 2020

Veja aqui três tendências que, de acordo com Sandeep Bhargava, vão decolar em 2020.

Sandeep Bhargava / Rackspace

À medida que avançamos no ano de 2020, a maioria das organizações da região da Ásia-Pacífico (APAC) deve reconhecer que sua jornada de transformação digital é fundamental para manter a vantagem competitiva nos negócios. No entanto, a transformação digital é um conceito que vem evoluindo rapidamente. Além disso, afeta todas as partes do negócio, exigindo que as organizações se afastem de fluxos de trabalho ineficazes enquanto adotam mentalidades modernas e novos modelos de negócios. Exige também a capacidade de gerenciar os ambientes de TI cada vez mais complexos, e com orçamentos restritos para TI, escassez de talentos e demandas de mercado em rápida mudança.

Veja aqui três tendências que devem decolar em 2020 e que podem moldar a estratégia dos executivos para superar desafios e capturar oportunidades.

A nuvem híbrida e a e multinuvem serão o padrão

A multinuvem será a base preferida da TI para cada vez mais organizações que buscam ganhar mais agilidade para acompanhar as revoluções digitais. Na verdade, espera-se que mais de 65 por cento das empresas na Ásia-Pacífico (excluindo o Japão) usarão vários serviços e plataformas de nuvem até 2021.

Para que a multinuvem gere valor, é necessário que seja integrada, ofereça suporte a DevOps e redimensione serviços para atender às demandas variáveis da carga de trabalho. Reconhecendo isso, alguns gigantes da nuvem lançaram soluções, tais como AWS Outposts, Azure Stack, Azure Arc e Google Anthos, que podem garantir um desenvolvimento uniforme e experiência operacional em nuvens internas, privadas e públicas. À medida que aumenta a concorrência entre os maiores redimensionadores de nuvem, que procuram ser os provedores de preferência das empresas, acredito que mais ferramentas para nuvens híbridas e multinuvem sejam lançadas no próximo ano. Essas soluções impulsionarão os serviços de gerenciamento de contêineres (como o que encontramos no Kubernetes) para proporcionar o redimensionamento e a portabilidade necessárias para apoiar com eficácia a empresa digital.

Com uma ampla variedade de opções disponíveis, as organizações precisarão selecionar muito bem a plataforma e as ferramentas adequadas, para diversas cargas de trabalho, em vez de adotarem uma única abordagem para a implementação da nuvem. Somente assim eles poderão acelerar o valor da nuvem híbrida e da multinuvem com o objetivo de proporcionar os resultados comerciais desejados e um melhor retorno do investimento.  Há também aqui uma advertência: ao adicionar outra nuvem para acentuar os recursos de nuvem da empresa, a complexidade aumenta.  As empresas precisarão equilibrar esses dois lados da capacidade e da complexidade.

A IoT e a computação de borda deixarão de ser uma promessa para tornarem-se realidade, graças ao 5G e à nuvem

Prevejo um aumento no número de implementações de IoT e na computação de borda em algumas partes da APAC em 2020, estimulado pela disponibilidade comercial do 5G e da adoção da nuvem. Até o momento, a Coreia do Sul e a China implementaram redes 5G, enquanto a Austrália, Japão e Cingapura pretendem fazer isso no próximo ano. A GSMA prevê que o 5G contribuirá com quase US$ 900 bilhões para a economia da região nos próximos 15 anos. Será benéfico especialmente para os setores de fabricação, varejo, transporte e governo, quando adotarem a IoT em busca de maior conexão. A rede 5G de banda larga e baixa latência permitirá que sensores distantes compartilhem instantaneamente atualizações sobre os dispositivos conectados, permitindo, assim, o processamento em tempo real e informações sobre os dados. Dessa forma, impulsionará a demanda pela computação de borda, pois os dados poderão ser processados imediatamente, próximo do local onde são gerados, e não em um depósito centralizado de processamento de dados. A computação de borda pode ajudar também a reduzir os custos operacionais. Ela reduz a necessidade por largura de banda, pois os dados são processados principalmente no local, e somente os dados relevantes são transmitidos ao repositório de dados central.  Isso criará a invasão perfeita da computação de borda para limitar os custos da banda larga, enviando os resultados via 5G para um local central para disponibilizar processamento e informações de todos os locais dos sensores.

Os benefícios da implementação das tecnologias de IoT, edge, 5G e nuvem são exemplificados no caso das cidades inteligentes. Com a computação de borda, um semáforo conectado poderá analisar os dados coletados pelos sensores para determinar o fluxo do tráfego em tempo real. Assim, será capaz de transmitir rapidamente essas informações para outros semáforos e veículos autônomos nas proximidades, via 5G e nuvem, para coordenar o fluxo do tráfego, alterando a duração da luz verde ou sugerindo outras rotas para os veículos, para reduzir o congestionamento. Enquanto mais cidades asiáticas aumentam seus esforços para tornarem-se cidades inteligentes e as organizações se tornam mais conectadas, estamos ansiosos por ver muitas outras aplicações para a computação de borda (apoiadas pelo 5G e pela nuvem) no futuro.

Os riscos da nuvem podem estar mais próximos do que imaginamos

As configurações incorretas e o desafio de gerenciar identidades e acessos no ambiente multinuvem continuarão a representar ameaças para as empresas no próximo ano.

Apesar de seus benefícios, a multinuvem abre também mais portas para os riscos de segurança. Além de disponibilizar uma superfície mais ampla para possíveis ataques por parte de hackers, a multinuvem pode também fazer com que as organizações fiquem mais vulneráveis a ameaças internas. Por exemplo, o aumento da complexidade do ambiente de TI devido à adoção da multinuvem pode levar ao gerenciamento inadequado da configuração. Ter mais usuários corporativos na nuvem representa também um desafio, pois nem todos compreendem completamente os riscos à segurança na nuvem ou sabem como reduzi-los. Um relatório recente da Symantec descobriu que alguns usuários podem exibir comportamentos arriscados na nuvem, como sobrecarregar arquivos na nuvem ou não armazenar dados confidenciais corretamente na nuvem, e tudo isso pode levar à perda dos dados.

Para minimizar os riscos da nuvem, é necessário que as organizações tenham uma estratégia de gestão e segurança multicamadas, que possa oferecer uniformidade, detecção, resposta e correção para a gestão diária e também quando o ambiente de TI estiver em risco. Os CISOs (diretores executivos de TI) terão também que trabalhar em mais departamentos em 2020 para garantir que a segurança não seja negligenciada quando soluções inovadoras e novos processos empresariais forem introduzidos.

Participe da conversa: encontre o Solve em Twitter and LinkedIn, ou siga através de RSS.

Stay on top of what's next in technology

Learn about tech trends, innovations and how technologiest are working today.

Subscribe

Sobre o autor

Diretor geral da Ásia-Pacífico/Japão (APJ)

Sandeep Bhargava

Sandeep Bhargava é o diretor geral da Ásia-Pacífico/Japão (APJ). Estabelecido em Cingapura, Sandeep é responsável pelo crescimento empresarial da Rackspace em toda a região e pela formação de equipes fortes na região que continuem oferecendo a...

Leia mais


Série sobre soluções para estratégia

Inscreva-se em um ou todos os eventos globais com influenciadores, especialistas, técnicos e líderes do setor

Crie sua conta já