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O sourcing inteligente é a resposta para a escassez de habilidades de TI no setor público?

O sourcing inteligente se apresenta como uma forma de assumir o controle, tornando as organizações mais ágeis e flexíveis na gestão dos acervos de TI.

As organizações do setor público foram desproporcionalmente afetadas pela pandemia durante sua luta para servir aos cidadãos. Em muitos aspectos, o problema delas foi exacerbado por tecnologias legadas que dificultaram a mudança para o teletrabalho. A maioria, no entanto, fez frente ao desafio, alongando orçamentos, habilidades e recursos.

Muitas embarcaram em projetos digitais que, assim como em outros setores, aceleraram a adoção das arquiteturas de nuvem. No decorrer desse processo, muitas perceberam que precisam e querem controlar a TI de forma diferente, de modo a consumir os serviços da maneira e no momento certos.

Como resultado, estamos vendo emergir uma nova tendência de "sourcing inteligente". O sourcing inteligente se apresenta como uma forma de assumir o controle, tornando as organizações mais ágeis e flexíveis na gestão dos acervos de TI e dando-lhes liberdade de inovar rapidamente, à medida que novas tecnologias ficam on-line.

Mas o que exatamente vem a ser o sourcing inteligente nessa nova era de TI do setor público, catalisada pela pandemia, e quais medidas as organizações desse setor precisam tomar para alcançá-lo?

O panorama atual

A terceirização da TI tem sido uma solução utilizada por muitos setores — com a justificativa de que melhoraria o desempenho e reduziria os custos e riscos por haver terceiros gerindo as operações.

Contudo, muitas organizações constataram que, embora a terceirização consiga lhes proporcionar o desempenho requerido no curto prazo, em um horizonte mais longo, é de vital importância reter o cerne do conhecimento. É preciso evitar o ciclo vicioso de reduzir a capacidade e aumentar a dependência de provedores terceirizados.

Como resultado, a tendência está, cada vez mais, mudando para a internalização e o sourcing inteligente. Essa mudança capacita as organizações a reconstruírem as habilidades internas para que assumam o controle de suas respectivas tecnologias. 

No entanto, apesar do grande fomento à estratégia do governo de priorizar a nuvem, ainda existe debate sobre a melhor maneira de aproveitar tal tecnologia — um debate particularmente desafiador, pois as situações iniciais de acervo e arquitetura diferem para cada organização. Logo, como um primeiro passo imprescindível, cada uma delas precisa entender o estado atual e o destino desejado em termos de serviços e tecnologia.

Paralelamente a essa mudança, tem havido um movimento significativo pela adoção dos serviços em nuvem. Embora nem todos os líderes digitais do setor público estejam convictos da abordagem de priorização da nuvem, a maioria reconhece o papel intrínseco que a nuvem desempenha em seus planos. Como consequência, estamos vendo muitas organizações moverem conjuntos específicos de dados e aplicativos para repositórios em nuvens públicas e privadas. Essa tendência foi acelerada pela pandemia, a ponto de ser improvável haver alguma organização no setor público que não tenha considerado ou esteja considerando a nuvem e a melhor maneira de obter os requisitos necessários a essa tecnologia.

Deixando a TI mais inteligente

A adoção acelerada da nuvem, juntamente com o crescente reconhecimento da necessidade de reforçar a experiência da TI interna, está incentivando mais organizações do setor público a considerar o sourcing inteligente, no sentido de uma abordagem mais flexível que permita a aquisição das melhores soluções do setor.

O sourcing inteligente pode ser um meio-termo eficaz entre a terceirização total e a prestação interna dos serviços de TI, maximizando os benefícios de ambos os mundos para criar um ambiente tecnológico preparado para o futuro. Ele também pode ajudar as organizações a encontrar a combinação certa de plataformas de nuvem e sistemas híbridos e locais para criar uma abordagem multinuvem que atenda a suas demandas específicas, ao mesmo tempo em que balanceia o investimento em habilidades externas e internas — pagando pela primeira somente quando houver benefício real em fazê-lo; e desenvolvendo a segunda para aumentar o controle no longo prazo.

Com a flexibilidade e a agilidade exigidas no mundo digital de hoje, o sourcing inteligente é um processo contínuo, não um evento único. Trata-se de uma "mentalidade" que capacita os líderes de TI a obterem a melhor combinação de serviços e fornecedores de tecnologia para a organização, à medida que as necessidades desta evoluem. Ele requer uma reflexão criteriosa para aproveitar ao máximo a infinidade de opções de nuvem disponíveis — manejando os vários fornecedores como um menu para encontrar o encaixe certo para a respectiva organização.

Pegando a estrada do sourcing inteligente

Um dos primeiros passos para o sourcing inteligente é mapear os serviços atuais e a arquitetura tecnológica da organização, inclusive aqueles presentes nos contratos de terceirização existentes. Essa é a melhor maneira de rastrear o desempenho e o efeito sobre os usuários e cidadãos e começar a entender como ele pode ser gerenciado para otimizar os resultados.

Também é fundamental compreender completamente a arquitetura de informações da organização, bem como avaliar a natureza crítica ou básica de cada elemento. Inevitavelmente, à medida que os elementos mudam, há impactos em outras partes do todo — saber exatamente onde cada componente se encaixa é essencial para começar com o pé direito.

Também é vital que as organizações do setor público assegurem a retenção de habilidades e conhecimento e invistam em educação, especialmente porque manter internamente uma equipe central proporciona certo nível de agilidade. Na maioria das vezes, o sourcing inteligente consiste em "delegar tarefas para fora", e não em "terceirizar", então o conhecimento raramente é afetado.

Escolhendo o caminho certo para a sua organização

Em última análise, embora grandes mudanças na tecnologia e na gestão empresarial possam abrir novas oportunidades, provavelmente não há uma abordagem única que ofereça a melhor solução para todas as organizações do setor público. Como resultado, muitas agora estão percebendo os benefícios do sourcing inteligente para aproveitar ao máximo as habilidades internas e externas, bem como maximizar os benefícios dos serviços de nuvem que utilizam.

 

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About the Authors

Tim Lovejoy​

Vice President Private Cloud and Government, EMEA​

Tim Lovejoy​

As Rackspace Technology™ Vice President for Private Cloud and Government in Europe, Middle East and Africa (EMEA) regions, Tim is focused on accelerating the adoption of multicloud. He is dedicated to helping customers achieve the best value from the cloud using the unbiased and deep engineering expertise of Rackspace Technology.​ Tim has over 25 years of experience in various leadership roles based on delivering value to customers in the public, financial, energy and utilities sectors. Before joining Rackspace Technology, Tim worked for IBM, where he was responsible for enterprise clients. Elsewhere, Tim has held leadership roles at Deutsche Telekom, Hewlett-Packard (HP) and Electronic Data Systems (EDS). While at EDS he worked to shape the growth of the largest government accounts and was responsible for the post-merger of EDS, EMEA into HP.

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