SaaSification

Por que os clientes estão mudando para SaaS?

Quais são os desafios e como chegar lá?

O modelo SaaS, isto é, a transformação de um software em serviço, tem atraído de forma crescente um amplo leque de companhias, pois oferece grandes benefícios para provedores, clientes e usuários.

Porém, se a sua empresa é entusiasta da "SaaSificação", sabe que os benefícios são contrabalanceados por desafios. A diversidade de considerações pode gerar dúvidas nas organizações que, de outra forma, estariam ávidas para adotar o SaaS; em outras, é possível que sejam negligenciados fatores vitais.

Desafios que precisam ser superados na SaaSificação

As pressões para a SaaSificação provêm de fatores externos e internos: custos; expectativas do usuário; necessidades dos desenvolvedores e procura por agilidade, iteração rápida e fluxos de receita estáveis. Mas, embora o valor do SaaS seja evidente, a jornada rumo a esse modelo pode ser altamente impactante para qualquer empresa e representar um significativo evento de transformação.

Escala e disponibilidade são, obviamente, as principais preocupações. Aplicativos sempre disponíveis trazem consigo a expectativa de imediatismo e acesso. Será preciso ter automação e resiliência incorporadas ao seu ambiente, pois ninguém gosta de paralisações. Mesmo assim, as coisas vão dar errado. As atividades devem, portanto, ser constantemente gerenciadas e monitoradas. Você precisa ter princípios sólidos de DevOps, com ambientes autorreparáveis e atenção aos problemas para identificá-los antes que seu cliente o faça.

A integração deve ocorrer sem atrito — ela é a porta de entrada e a primeira experiência que os usuários terão ao interagir com o seu aplicativo SaaS. Na esteira dela vêm os requisitos relacionados a gerenciamento de identidades e isolamento de locatários. Sua solução de identidade deve ser capaz de identificar os usuários por locatário, e os serviços devem estar cientes do locatário. Você deve garantir que um usuário não consiga monopolizar recursos nem acessar os dados de outro usuário.

Além de proteger e resguardar os dados, é possível que você encontre dificuldades para migrá-los do ambiente antigo para o novo. Fique atento também à hesitação do cliente se a solução SaaS não tiver transparência em relação às opções de exportação de dados. As pessoas valorizam ter flexibilidade para mover os dados, portanto, se você não puder oferecer isso, elas talvez tentem encontrar um concorrente que o faça.

Há, também, um desafio em termos de mentalidade, que precisa atender às demandas de expectativa do usuário. As soluções SaaS devem fornecer valor contínuo. O modelo de licenciamento por assinatura traz consigo a responsabilidade de melhorar regularmente o produto. Isso significa usar os recursos livres para iterar e experimentar, e não como medida de redução de custos. Assegure haver na sua organização uma cultura que promova nos usuários a sensação de que o aplicativo usado por eles melhora constantemente, devido aos pagamentos recorrentes que fazem.

Seis etapas para o sucesso da SaaSificação

1. Determine um modelo de locação

Você ouvirá sobre particionamento e isolamento da infraestrutura — termos às vezes usados de forma intercambiável. O primeiro refere-se à separação física ou lógica entre os dados de um e de outro locatário. Isolamento refere-se aos construtos de segurança usados para evitar que um locatário acesse dados no espaço particionado de outro locatário. Com relação ao isolamento, considerem também outras motivações além das relacionadas à compliance. Entre elas, incluem-se estratégias de estratificação, vizinhos barulhentos e até oportunidades — como no caso de um locatário que poderia não comprar a solução sem a garantia de que há construtos de isolamento dentro dela.

2. Considere os tipos de recurso

A infraestrutura pode ser compartimentada, mas também é possível ter inquilinos compartilhando recursos e conseguir isolamento por meio de políticas de tempo de execução que impeçam o acesso cruzado entre eles. A primeira forma tende a ser mais comum para grandes empresas, nas quais o locatário quer uma infraestrutura própria, sem compartilhar recursos, mas também pode ser motivada pelo impedimento de ter recursos compartilhados por questões de compliance.

A terceira opção é híbrida, uma mistura das outras duas, na qual alguns locatários têm infraestrutura separada e outros a compartilham num modelo de pool. Independentemente do modelo, o aspecto de gerenciamento do aplicativo SaaS continua sendo prioritário, e você ainda precisa de uma experiência de integração centralizada e de um lugar para fazer gestão/monitoramento, coleta de métricas, medição e faturamento.

3. Refine seu modelo de faturamento

Crie seu aplicativo SaaS de forma que possa ter diferentes modelos de faturamento e pense em “configuração” em vez de “personalização”. Utilize um único pipeline e, em vez de personalizar por locatário, use sinalizadores de recursos ou níveis para ajustar o acesso ao conjunto de recursos conforme necessário. Implemente descontos para períodos de assinatura mais longos.

Use medições para acompanhar a atividade do locatário e cobrar conforme o uso. As métricas ajudam a entender o que os locatários fazem no aplicativo e viram subsídios do sistema de medição no modelo pago por consumo. Esteja ciente de que sempre haverá serviços compartilhados e, portanto, consolide as informações em uma conta central que você possa usar para criar microsserviços relacionados a análises de faturamento e locatário.

4. Concentre-se na experiência do usuário

Certifique-se de que a integração seja simples, inclusive a obtenção dos dados. Os clientes precisam ser capazes de usar o produto sem que haja uma mão a guiá-los. Quanto mais simples for a integração, menor será o tempo de retorno para os clientes e maior será a produtividade deles. E lembre-se de que os clientes controlam completamente quando e quais itens comprar e de que o custo de trocar é menor no modelo SaaS.

Perceba que o último desses elementos pode ser benéfico — as pessoas estão mais dispostas a experimentar, e você pode seduzi-las para sua solução com recursos diferenciados e de alta qualidade. Mas isso significa que os provedores devem continuar melhorando a experiência e entregar valor durante toda a vida útil do cliente.  É importante não focar apenas a aquisição de novos clientes, como você talvez tenha feito em modelos tradicionais. Concentre-se na retenção e renovação de clientes e use a instrumentação para observar e aprender como eles estão se comportando.

5. Assegure-se de ter uma QoS de primeira linha

Agrupar os serviços que todos consomem é benéfico pela perspectiva de custo. Mas é preciso considerar e tratar as perturbações dos "vizinhos barulhentos", nas quais um locatário tenta acessar o sistema de uma forma que satura os recursos computacionais, fazendo com que os outros não consigam usá-los. Defina limites e políticas de escalabilidade para que um locatário não consiga consumir toda a arquitetura. Use limitações estratificadas, limites de cota e medições. Com o tempo, ajuste essas limitações conforme necessário.

6. Utilize metodologias modernas de desenvolvimento de aplicativos

O SaaS é propício para arquitetura e desenvolvimento de aplicativos modernos, o que traz consigo uma série de vantagens úteis para que você obtenha êxito. A computação sem servidor delega a responsabilidade por uma série de considerações — provisão e utilização; disponibilidade e tolerância a falhas; operações e gerenciamento — ao provedor de nuvem. Os microsserviços são fundamentais para criar aplicativos SaaS escaláveis e tolerantes a falhas e permitem atualizar a solução em partes em vez de toda ela ao mesmo tempo. E o nativo da nuvem traz acessibilidade e velocidade, além de ajudar você a lidar com cargas de trabalho bruscas e garantir que a experiência do usuário não seja degradada por oscilações quando ele mais precisar do produto.

Como se preparar para a SaaSificação

O modelo SaaS oferece benefícios atrativos para provedores, clientes e usuários, mas é preciso estar atento aos vários desafios inerentes à adoção dele. A jornada até esse modelo pode impactar de forma expressiva a sua empresa e representar um significativo evento de transformação. Seguindo as seis etapas acima, você pode garantir o êxito da sua SaaSificação.

 

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About the Authors

Chris O’Malley

Senior Manager, Cloud Native Development Practice

Chris O’Malley

Chris O’Malley is a Senior Manager in the Cloud Native Development (CND) Practice at Onica, a Rackspace company. As a past member of multiple startups, Chris has worn many hats including PCB/hardware designer and embedded developer to full stack and mobile developer to cloud native architect, team lead, and mentor. With Onica / Rackspace, he is focussed on scaling the CND team and helping customers build great software more efficiently on AWS. He lives with his family in Los Angeles, CA.

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