Article (leitura de 5 minutos)

Nuvem híbrida: a nova oportunidade mais antiga enfrentada pela TI corporativa

O mais recente ressurgimento da nuvem híbrida é bem-vindo, mas anuncia mais um surto de inovação na nuvem que os líderes de TI precisarão...

Jeff DeVerter / Rackspace

Após um período em território selvagem, a nuvem híbrida é considerada atualmente a estratégia de nuvem dominante para 2020 e para o futuro.

Nossos especialistas afirmaram isso, prevendo várias vezes que a nuvem híbrida permaneceria em ascensão, que a nuvem híbrida 2.0 ressurgiria e que a nuvem híbrida se tornaria a nova multi-nuvem (novamente), e a Gartner confirmou. Os analistas preveem que mais de 75% das organizações de médio e grande porte adotarão uma estratégia de multi-nuvem ou híbrida até 2021.

No entanto, isso promete complicar os assuntos para os líderes de TI na hora de traçarem um caminho para a nuvem ou redefinirem as estratégias atuais. A nuvem já é complexa e a nuvem híbrida não é uma metodologia ou abordagem de fácil definição.

É um conceito em evolução que, de acordo com diversas previsões dos nossos especialistas, tem muitos ângulos que prometem gerar muita polêmica. Por exemplo, a governança de custos, a segurança e a marcação parecem definidas para tirar sono de algumas pessoas, enquanto outras estão se acostumando com a importância de os grandes provedores de infraestrutura levarem a tecnologia de nuvem pública para ambientes internos (leia mais sobre esse assunto mais adiante).  Tudo isso para dizer que a nuvem híbrida chegou para ficar, mas que é necessário definir o que isso significa para a sua empresa. Somente porque é possível executar as cargas de trabalho em todas as nuvens, isso seria recomendável?

A nuvem híbrida não é solução para tudo

Então, por onde começar? Bem, quando é possível usar nuvens públicas em centrais de dados internas e nuvens privadas em ambientes externos, não há utilidade em considerar a adoção da nuvem híbrida, exceto em níveis elevados. (o ideal é que incorpore uma ferramenta de gestão exclusiva e unificada, que organize os processos com a ajuda da automação).

O melhor, no entanto, é concentrar-se no que ela faz. O melhor da nuvem híbrida é que ela combina opção e eficiência. Proporciona uma abordagem ágil e econômica para transferir cargas de trabalho para dentro e para fora da nuvem pública (ou entre nuvens públicas), reduzindo custos, aumentando a produtividade e limitando a restrição imposta pelos fornecedores.

Dessa forma, o ambiente híbrido oferece mais flexibilidade para a empresa, por meio de melhores opções de implementação de dados e aplicativos, e a capacidade de lidar com o excesso sem a necessidade de investir em recursos de computação, para lidar somente com os picos de demanda de curto prazo.

O resto fica a seu critério. A nuvem híbrida é um conceito altamente adaptável e a maneira como você constrói a da sua empresa será exclusiva para você, porque toda a jornada na nuvem é exclusiva.

Por que nuvem híbrida e por que agora?

As organizações inteligentes reconhecem os benefícios de executar aplicações e dados no ambiente mais adequado para as cargas de trabalho em um determinado momento. Claro que, para que isso seja viável, todo ambiente em questão deve ser gerenciado, protegido e coordenado de maneira coerente. No entanto, desde os primeiros dias da nuvem, muitas ferramentas tentaram preencher as lacunas e dar coerência ao gerenciamento, à segurança e à coordenação. E todas ficaram aquém do esperado.

Graças ao crescimento dos provedores de serviços globais, a nuvem híbrida está ao alcance da maioria das empresas não pertencentes à lista Fortune 10. O esforço necessário para gerenciar várias nuvens é exponencial. Para dar certo, a maioria das organizações precisa de um provedor de serviços que possa unir todas essas pontas soltas da nuvem, tais como identificação, faturamento, emissão de tickets e otimização de custos.

O surgimento do Kubernetes nativo da nuvem

A maior razão pela qual os especialistas estão novamente concordando sobre a nuvem híbrida é a rápida adoção da infraestrutura e do desenvolvimento nativos da nuvem , ou seja, contêineres que, cada vez mais, referem-se ao Kubernetes.

Como explicou meu colega Tolga Tarhan em suas previsões para 2020: “Para organizações que precisam executar cargas de trabalho em nuvem híbrida, os contêineres reduzirão a complexidade. Os contêineres se tornarão os principais facilitadores da adoção da nuvem, oferecendo uma maneira independente de plataforma de agrupar e gerenciar aplicativos. A pergunta não é mais se, mas como. Mas o que importa aqui é o Kubernetes, o orquestrador de contêineres escolhido por mais da metade das grandes empresas.”

Em vez de depender de redes complexas de APIs para transferir cargas de trabalho, as nuvens híbridas modernas usam contêineres e tecnologias Kubernetes para executar o mesmo sistema operacional em todos os ambientes; os aplicativos são desenvolvidos e implementados como coletâneas de microsserviços e tudo é gerenciado por meio de uma plataforma unificada.

O Kubernetes é atualmente a tecnologia padrão para implementação de infraestrutura para sustentar cargas de trabalho baseadas em contêineres. "Não há realmente uma concorrência verdadeira", comentou Tarhan. "A guerra será travada no mercado de ferramentas do Kubernetes para implementação, automação, segurança, auditoria e software de suporte."

E parece que os principais fornecedores de infraestrutura concordam: quase todos lançaram recentemente soluções de nuvem híbrida em Kubernetes, tais como Azure Stack, Google Cloud Anthos e AWS Outposts. “Essas novas ofertas, além de gerenciarem clusters executados no local e em suas próprias plataformas de nuvem, executam também qualquer cluster do Kubernetes, incluindo aqueles implementados em outros ambientes de nuvem”, como Janakiram MSV escreveu recentemente para a Forbes.com.

Vamos pensar fora do contêiner

Contêineres e Kubernetes não são os únicos fatores que estão impulsionando o ressurgimento da nuvem híbrida. A rápida inovação em inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina disponibilizou essas tecnologias para as massas, e as plataformas 'sem servidor' ou de função como serviço voltadas para eventos permitiram um paradigma completamente novo no desenvolvimento de software.

Os avanços em computação de borda, nuvem pública no local e banda larga móvel 5G estão também permitindo que empresas de qualquer porte solucionem os problemas mais complexos de maneiras verdadeiramente inovadoras. Para uma estratégia híbrida bem-sucedida em 2020 e além, é necessário que todos esses conjuntos de ferramentas, entre eles o Kubernetes, sejam implementados para atender às aplicações para as quais foram projetados, a fim de evitar as ineficiências da abordagem uniformizada que definiu estratégias semelhantes há alguns anos.

E há mais mudanças a caminho

Embora as implantações específicas da nuvem híbrida variem de organização para organização, nossos especialistas preveem desafios crescentes em torno da complexidade da gestão de nuvens híbridas nas dimensões relativas a custo, governança, identidade e padrões de DevOps. Surgirá também uma série de novas considerações referentes à segurança nativa da nuvem, à medida que as cargas de trabalho forem equilibradas entre várias plataformas de nuvem pública e ambientes internos dedicados.

A nuvem híbrida como conceito e seus principais recursos continuarão evoluindo também a partir deste ponto. A crescente concorrência entre os três maiores redimensionadores de nuvem e a VMware direcionará os esforços para explorar e entender como o Kubernetes os tornará o provedor de nuvem híbrida preferido.

Tudo isso nos prepara para um ano emocionante de anúncios de produtos e serviços e muitas outras novas informações, para dar sentido aos líderes de TI já inundados de informações.

Join the Conversation: Find Solve on Twitter and LinkedIn, or follow along via RSS.

Sobre o autor

CTO, produtos e serviçosJeff DeVerter

Jeff conta com 25 anos de experiência em TI e tecnologia e trabalha na Rackspace há mais de 10 anos. Jeff é um líder estratégico reconhecido, que ajudou empresas como American Express, Ralph Lauren e Thompson Reuters a criarem e executarem...

Leia mais