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As expectativas dos clientes não param de aumentar. Os retailers precisam de uma vantagem.

Como os retailers estão obtendo a "vantagem" em provadores, caixa e carteiras de clientes.

Nathan Hudson / Rackspace Technology

A computação de borda está impulsionando muitas das inovações mais recentes do mundo, como Internet das Coisas (IoT), veículos autônomos, sensores remotos, cirurgias remotas, realidade aumentada (AR) e 5G. Essas tecnologias exigem recursos essenciais, como a capacidade de processar e analisar grandes quantidades de dados em tempo real para produzir insights úteis.

Mas tais tecnologias não conseguem ter desempenho ideal residindo apenas na nuvem. Elas funcionam melhor residindo na borda.

 

A computação de borda envolve capturar e processar os dados o mais próximo possível da origem. Em arquiteturas de borda, os sistemas de computação e armazenamento residem o mais próximo possível dos componentes, dispositivos, aplicativos e humanos que produzem e usam os dados.

Essa aproximação reduz a distância percorrida pelos dados, eliminando a latência de processamento. Não é mais necessário enviar os dados da borda da rede para um sistema de processamento central e, depois, devolvê-los à borda. Por exemplo, para substituir os motoristas humanos, é imperativo que as tecnologias de condução autônoma reduzam os 100 milissegundos que os dados levam para ser transmitidos entre os sensores do veículo e os centros de dados na nuvem. Só a borda pode superar esse desafio.

Dados impelem dispositivos para a borda

Embora já ronde o mundo da computação desde a década de 1990, a computação de borda vem ganhando proeminência. E bem a tempo de atender às necessidades de um mundo repleto de aplicativos ricos em dados, usados em vários setores — uma tendência que deve continuar.

A IDC prevê que até 2025 haverá mais de 150 bilhões de sensores de máquina e outros dispositivos IoT transmitindo dados continuamente. Além disso, a IDC diz que a computação de borda está posicionada para ser um dos principais motores de crescimento no mercado de servidores e armazenamento durante e após a próxima década.

Com o advento das redes 5G, que prometem ser 10 vezes mais rápidas que as 4G, a velocidade torna-se ainda mais necessária. A computação de borda oferece suporte a aplicativos mais sofisticados, especialmente àqueles que precisam transpor limitações de latência e largura de banda. Ela elimina as longas distâncias entre os dispositivos, conferindo-lhes potência onde quer que estejam operando.

As organizações que já adotaram a computação de borda estão obtendo diversas vantagens significativas, incluindo:

  • Responsividade em tempo real — à medida que aumentam o volume, a variedade e a velocidade dos dados oriundos de mais dispositivos conectados, ter recursos de rede em nível local agiliza a interpretação e o processamento, oferecendo valor em tempo real.
  • Confiabilidade — a borda proporciona confiabilidade em um mundo onde diferentes dispositivos têm requisitos distintos de potência de processamento, eletricidade e conectividade de rede.
  • Eficiência de custos — como os dados se movem mais rapidamente, as decisões podem ser tomadas com mais celeridade, ajudando a reduzir custos. Além disso, a menor dependência do processamento centralizado na nuvem pode reduzir as despesas gerais com a rede.

Uma das principais áreas de fragilidade na computação de borda pode ser segurança dos dados. O problema decorre da ampla gama de dispositivos usados com um sistema centralizado ou baseado em nuvem. Tal problema pode ser exacerbado com o uso de dispositivos IoT, que têm histórico documentado de serem pontos de vulnerabilidade na segurança de rede. No entanto, as arquiteturas de rede distribuídas facilitam o bloqueio e o isolamento de componentes comprometidos do sistema, além de reduzir o volume de dados em risco a cada dado momento.

O futuro do varejo na borda

O varejo é um excelente exemplo de setor que está pronto para adotar a vida na borda rapidamente — e serve como caso de uso perfeito para o que é possível alcançar em todos os setores. O varejo impacta a vida das pessoas diretamente, de várias maneiras. Os consumidores de hoje têm expectativas mais altas, como praticidade, atendimento superior e melhores experiências de compra, exigindo que os varejistas encontrem métodos novos e envolventes, por meio da inovação, para manter e aumentar o patrimônio da marca.

O varejo é um excelente exemplo de setor que está pronto para adotar a vida na borda rapidamente.

 

Uma pesquisa da MarketsandMarkets prevê que o varejo será o segmento de crescimento mais acelerado no mercado da computação de borda, em grande parte devido aos altos volumes de dados gerados por sensores, câmeras e sinalizadores de IoT que alimentam aplicativos inteligentes. A computação de borda permitirá que os dados sejam coletados, armazenados e processados de forma mais eficiente do que é possível na nuvem ou num data center local.

Embora essa previsão tenha sido feita antes da pandemia da Covid-19, ainda há uma grande oportunidade nela. Na verdade, as inovações comerciais amparadas pela computação de borda, especialmente aquelas que afetam a experiência do cliente, podem ajudar a reviver o setor quando as coisas voltarem ao normal — ou, no caso do varejo, ao "novo normal".

Eis alguns exemplos de inovações preparadas para dominar o setor varejista do futuro:

  • Sistemas de ponto de venda ligados a tablets que permitem aos colaboradores processar transações em qualquer lugar no espaço de vendas.
  • Etiquetas com código de barras que os compradores podem escanear com o smartphone para obter informações do produto no local.
  • Provadores inteligentes com espelhos de realidade aumentada que exibem roupas em diferentes estilos, sem necessidade de experimentá-las fisicamente.
  • Sistemas Wi-Fi que reconhecem os consumidores e personalizam a oferta de produtos em tempo real.
  • Sinalizadores infravermelhos que geram mapas de calor para informar aos varejistas os padrões de tráfego na loja, permitindo-lhes projetar melhor os espaços.
  • Sincronização digital das experiências na loja, on-line e móvel para aumentar a fidelidade do cliente e atrair novos clientes.

Algumas dessas inovações já estão em uso. Um exemplo são os minimercados Tesco no Reino Unido e na Irlanda. Essas pequenas lojas regionais estão obtendo sucesso ao oferecer promoções e ofertas de produtos com maior nível de personalização. Para fazerem isso, as lojas devem compreender claramente a demanda do consumidor local e saber, em nível micro, quais produtos têm saída e quais promoções são atrativas. Isso afeta tudo, desde a disposição do produto até a cadeia de suprimentos. Como resultado, com dados e análises mais próximos de si, elas conseguem oferecer exatamente o que os clientes locais querem.

A corrida até a borda

Quase todos os setores já implantaram ou estão desenvolvendo inovações tecnológicas que só serão bem-sucedidas com o respaldo da computação de borda. A borda pode melhorar vários aspectos das operações comerciais, como eficiência da cadeia de suprimentos, manutenção de máquinas e otimização de dados. Veja alguns exemplos de uso em três setores:

  • Sensores de cadeia de suprimentos na produção farmacêutica — a remessa de produtos sensíveis à temperatura pode ser monitorada desde a saída da fábrica até chegar à farmácia.
  • Manutenção preditiva na fabricação — com a computação de borda, os sensores IoT podem monitorar a integridade da máquina e identificar necessidades urgentes de manutenção em tempo real.
  • Gestão de frotas — meios eficientes de transmissão de rede podem maximizar o potencial de valor dos dados telemáticos da frota para veículos que viajam a locais distantes.

Todas essas inovações e outras mais estão alimentando o rápido crescimento da computação de borda em praticamente todos os setores. Antes da Covid-19, a empresa de pesquisa previu que o mercado da computação de borda cresceria de US$ 2,8 bilhões em 2019 para US$ 9,0 bilhões até 2024. Entre os principais fatores que têm impulsionado o mercado de computação de borda estão a crescente adoção da IoT em todos os setores, a demanda ascendente por soluções para processamento com baixa latência e tomada de decisões em tempo real, a necessidade de vencer os volumes de dados e o tráfego de rede exponencialmente crescentes e, claro, a expansão das implantações 5G.

A realidade é que ninguém consegue colocar data centers em todas as regiões para atender a demandas de potência cada vez mais localizadas.

 

No futuro, mais organizações vão avaliar o potencial de usar a computação de borda para sanar suas necessidades específicas. A realidade é que ninguém consegue colocar data centers em todas as regiões para atender a demandas de potência cada vez mais localizadas. A computação de borda permite que aproveitemos os recursos das inovações atuais ao máximo e mais perto das ferramentas que precisam delas.

 

 

 

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Sobre o autor

Gerente global de contasNathan Hudson

Como diretor global de contas e líder de varejo da Rackspace Technology para EMEA, Nathan Hudson é responsável por ajudar as empresas a acelerarem a jornada digital para a nuvem valendo-se do portfólio de serviços da Rackspace Technology. Nathan...

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