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COVID-19 testa a força dos serviços em nuvem

Com o vírus da COVID-19 forçando milhões de pessoas a trabalharem em casa, os provedores de serviços em nuvem estão sendo postos à prova.

Larry Hau / Rackspace

Nota do editor

Muitas empresas têm hesitado em migrar pelo menos alguns aplicativos (geralmente herdados) para a nuvem, citando obstáculos como custos, segurança e o nível requerido de recursos. Porém, como foi possível constatar recentemente, os desastres em larga escala têm o dom de fazer a sociedade concentrar seu foco nas funções mais essenciais. E esse foco também se reflete em todas as empresas.

A realidade é que, durante anos, os grandes provedores de nuvem superaram drasticamente o mercado em relação às economias de escala para hardware e software de infraestrutura. À medida que as iminentes turbulências econômicas obrigam as empresas a priorizar suas funções mais críticas, a próxima etapa lógica é migrar as cargas de trabalho para a nuvem. É praticamente impossível estar tão preparado para lidar com falhas de hardware ou serviço como os principais provedores de nuvem estão.

Se a economia global continuar se contraindo, é de se esperar que as empresas acelerem a migração dos data centers internos, a fim de poderem se concentrar novamente em seus diferenciais competitivos fundamentais.

- Larry Hau

 

Com o vírus da COVID-19 forçando milhões de pessoas a trabalharem em casa, os provedores de serviços em nuvem estão sendo postos à prova. Em resposta, os líderes globais de nuvem estão submetendo sua infraestrutura a testes de estresse e adotando procedimentos específicos para testar a resiliência em pandemias, indica uma pesquisa da Forrester.

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Tanto a Forrester quanto a empresa de pesquisa GlobalData publicaram avaliações de impacto da crise nos serviços em nuvem. A Forrester observou os seguintes esforços em seu relatório de 12 de março:

  • O Amazon Web Services incluiu resposta a pandemias em seu planejamento de resiliência e faz escalonamentos regulares para lidar com picos de demanda, como na Black Friday. Políticas e procedimentos de resposta pandêmica foram incorporados ao planejamento de recuperação de desastres. Foram tomadas medidas para garantir ampla capacidade e continuidade de serviço.
  • A Google Cloud formou um grupo de trabalho interno para se planejar e mitigar os impactos comerciais resultantes da COVID-19. A empresa manifestou confiança na capacidade de seus sistemas continuarem atendendo aos clientes durante esse período.
  • O Microsoft Azure observou um aumento de 500% em reuniões, chamadas e conferências na plataforma de colaboração remota Teams desde 31 de janeiro. No mesmo período, o uso do Teams em dispositivos móveis teve aumento de 200%. A empresa mantém a disponibilidade do serviço em nuvem executando várias instâncias em locais geograficamente dispersos.

A Forrester esclarece que os usuários não precisam entrar em pânico quanto à capacidade da nuvem, por conta das enormes expansões da década passada. Embora não esteja claro o impacto de longo prazo decorrente de como as pessoas vão trabalhar no futuro, a pandemia proporciona um poderoso estudo de caso e um panorama inicial do que a computação em nuvem promete.

A GlobalData estima que a COVID-19 estimule a demanda não apenas pela computação em nuvem, mas também por outras soluções de TI, como a computação de borda. Embora os provedores de tecnologia em nuvem como Amazon, Google, Microsoft e Verizon possam se beneficiar da COVID-19 nos próximos 12 meses, os provedores de IaaS (infraestrutura como serviço) secundários e terciários com bases de clientes menos confiáveis podem sair perdendo, assim como os provedores de serviços e infraestrutura em nuvem cujos negócios dependem de setores vulneráveis atingidos pelas consequências econômicas.

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"À medida que as empresas fecham suas operações físicas e, onde podem, migram para uma força de trabalho remota, fica claro como a nuvem é importante para a continuidade das operações", disse a GlobalData. "Toda organização que resistiu ativamente à digitalização agora é confrontada com uma dura realidade. Isso coloca os provedores de nuvem em uma forte posição."

Este artigo foi escrito por Paul Krill, do InfoWorld, e licenciado legalmente pela rede de editores NewsCred. Direcione todas as dúvidas de licenciamento para legal@newscred.com.

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Sobre o autor

Senior Product Manager, Unassisted Acquisition, EcommerceLarry Hau

Larry has worked in the cloud since 2012 on every major cloud provider.  He’s run the gamut of support teams to operations teams to engineering teams and managed infrastructures of nearly 200,000 nodes, around the world and around the clock...

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